Sistema Endócrino

1. Introdução: Os sistemas Circulatório, Respiratório, Excretor e Digestivo atuam em conjunto: o sistema respiratório cata oxigênio e o digestivo cata nutrientes que serão utilizados pelas células do corpo para a produção de energia; este metabolismo gera excretas e gás carbônico que são eliminados pelo próprio sistema respiratório e pelo sistema excretor e o sistema circulatório transporta todas essas substâncias. Porem para que estes sistemas funcionem harmonicamente e de maneira integrada é necessário a existência de sistemas reguladores. O Sistema Endócrino e o Sistema Nervoso são os dois sistemas reguladores do organismo. O Sistema Endócrino atua através de hormônios, que são substâncias de diversas naturezas químicas produzidas pelas glândulas endócrinas, liberadas na corrente sangüínea e que atuam em órgãos-alvo especifico.

2. Principais glândulas endócrinas humanas

2.1. Hipófise: É uma glândula pequena com aproximadamente 1 cm de diâmetro, localizada na base do cérebro. Possui duas partes: o lobo anterior ou adeno-hipófise e lobo superior ou neuro-hipófise. A adeno-hipófise produz diversos hormônios, como o hormônio estimulante do crescimento, hormônio tireotrófico, hormônio adrecorticotrófico e prolactina. A neuro-hipófise não produz hormônios, apenas armazena os hormônios produzidos pelo hipotálamo e os libera quando necessário. São eles a oxitocina e o ADH.

2.1.1. Hormônio estimulante do crescimento (HEC): Atua estimulando o desenvolvimento físico durante a infância e a adolescência. Sua falta neste período provoca nanismo e o excesso provoca gigantismo. O excesso na idade adulta causa a acromegalia (crescimento anormal das extremidades ósseas). Também pode ser chamado de somatotrofina ou hormônio somototrófico (STH).

2.1.2. Hormônio tireotrófico (TSH): Estimula a tireóide a produzir seus hormônios.

2.1.3. Hormônio adrecorticotrófico (ACTH): Estimula o córtex da glândula adrenal a produzir seus hormônios.

2.1.4. Prolactina: Age sobre as glândulas mamárias, estimulando a produção de leite.

2.1.5. Oxitocina: Hormônio armazenado e liberado na neuro-hipófise, que age sob a musculatura lisa do útero, fazendo com que ela se contraia na hora do parto. Age também sobre os ductos das glândulas mamarias facilitando a ejeção do leite.

2.1.6. Hormônio anti-diurético (ADH): Hormônio armazenado e liberado na neuro-hipófise que age nos túbulos contorcidos distais dos nefróns, aumentando a permeabilidade dos mesmos à água. Desta maneira reduz a quantidade de urina, hidratando o organismo. A quantidade de ADH liberado pela hipófise depende do estado de hidratação do organismo.

2.2. Tireóide: Tem tamanho médio e tem formato parecido com de uma borboleta, uma vez que possui dois lobos ligados por um istmo. Fica localizada na parte anterior do pescoço, abaixo da laringe e a frente da traquéia. Produz os hormônios T3, T4 e Calcitonina.

2.2.1. Triiodotironina (T3) e tiroxina (T4): Ambos atuam estimulando o metabolismo. Tem suas produção estimulada pelo TSH hipofisário. Ambos contém iodo na sua formula química, o que obrigou o governo a criar uma lei que obriga adição de iodo no sal de cozinha. A falta de iodo na alimentação gera um aumento da glândula na tentativa de produzir seus hormônios. Uma hipofunção da tireóide (hipotireóidismo) na infância leva a uma deficiência no crescimento e no desenvolvimento mental. A hipofunção da tireóide (hipotireóidismo) na idade adulta gera um quadro de apatia, sonolência, obesidade e intolerância ao frio. A hiperfunção (hipertireóidismo) na idade adulta gera inquietação, insônia, perda de peso, olhos salientes e intolerância ao calor. Tanto o hipotireóidismo quanto o hipertireóidismo podem causar bócio.

2.2.2. Calcitonina ou tireocalcitonina: Age inibindo a ação dos osteoclastos, ou seja, impede a reabsorção do cálcio dos ossos para o sangue.

2.3. Paratireóides: São quatro pequeninas glândulas localizadas nos ângulos posteriores da tireóide e que produzem como hormônio o paratormônio.

2.3.1. Paratormônio: Tem sua ação relacionada ao metabolismo do cálcio; age promovendo a absorção de cálcio no intestino, a reabsorção nos rins e promove as atividades osteoclásticas, ou seja, a reabsorção de cálcio dos ossos para o sangue. O paratormônio eleva as taxas sangüíneas de cálcio. Uma hipofunção nas paratireóides gera diminuição do cálcio sangüíneo, o que causa um quadro de tetania (contrações involuntárias da musculatura esquelética). A hiperfunção das paratireóides gera uma desmineralização óssea, deixando os ossos perosos e quebradiços.

2.4. Supra-renais ou adrenais: São glândulas localizadas sob os rins e que produzem inúmeros hormônios. A sua parte mais externa é chamada córtex, que sofre influência do ACTH hipofisário e a parte mais interna é chamada medula e o seu principal hormônio é a adrenalina ou epinefina.

2.4.1. Adrenalina: Atualmente é muito associada aos esportes radicais devido à excitação a qual a pessoa que os pratica está submetida. Na verdade a adrenalina é um hormônio que prepara o corpo para enfrentar situações de perigo ou de emergência. Quando liberada na corrente sangüínea, a adrenalina promove um aumento dos ritmos cardíaco e respiratório; os vasos sangüíneos periféricos contraem-se desviando o fluxo sangüíneo para os sistemas nervoso e muscular; as pupilas dilatam e a taxa de glicose do sangue eleva; o peristaltismo diminui e os esfíncteres normalmente contraem-se. Todos estes efeitos da adrenalina deixam a pessoa apta para enfrentar uma situação de perigo (lutar ou fugir).

2.5. Pâncreas: É uma glândula mista, ou seja, tem um componente endócrino e um componente exócrino. O componente exócrino já foi jogado e constitui-se do suco pancreático que é jogado por meio de ductos no duodeno. O componente endócrino, lançado na corrente sangüínea, é produzido por células pancreáticas especiais e constituem-se dos hormônios insulina e glucagon que estão relacionados com a taxa de glicose no sangue.

2.5.1. Glucagon: É um hormônio hiperglicemiante, ou seja, eleva a taxa de glicose no sangue semelhante à adrenalina.

2.5.2. Insulina: Tem efeito oposto ao do glucagon, ou seja, diminui a taxa de glicose no sangue devido à sua ação sobre as células (faz com que estas absorva glicose). Quando o pâncreas produz quantidade insuficiente de insulina observa-se um quadro de hiperglicemia denominado Diabetes melitos. Nesta doença observa-se uma eliminação de glicose na urina e um quadro de fome e franqueza muscular. Se medíssemos a taxa de glicose de uma pessoa normal observa-se que após as refeições ela cresce e depois diminui pelo efeito da insulina. Numa pessoa diabética a taxa de glicose sangüínea permanece alta mesmo entre refeições.

2.6. Gônadas (testículos e ovário): As glândulas sexuais (ou gônadas) distribuem-se aos pares: nos homens dois testículos, localizados na bolsa escrotal, nas mulheres dois ovários, localizados na cavidade abdominal. Os testículos produzem hormônios masculinos (androgênios) cujo principal é a testosterona. Esta promove o desenvolvimento das características masculinas durante a adolescência e uma virilização: timbre de voz grave, o aparecimento dos pelos pubianos e desenvolvimento físico. Os ovários produzem os hormônios femininos: o estrogênio, responsável por uma feminização durante a adolescência: desenvolvimento das características sexuais (desenvolvimento das mamas, dos pelos axilares e pubianos, timbre de voz) e a progesterona, responsável pela preparação do útero para a gravidez.

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